30 dezembro, 2005

Amar-te Assim Perdidamente

Hoje viajo para o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa! Fica este poema aqui em cima para lembrar-me a mim, e a todos os amigos, que o meu amor é genuíno e está presente em cada um de vocês! Amigos obrigado por este ano maravilhoso e pela vossa presença no meu coração. Sinto muito a vossa falta e tenho muita saudade!

Amar-te assim perdidamente é lembrar
Aquele dia que te conheci flutuando entre gente.
É uma visão permanente
Da mulher que se destaca sob o luar.

Amar-te assim perdidamente é cantar,
Cantar a todo o mundo dizendo,
Tu és aquela por quem vou escrevendo
Meu amor, tu és mulher, maior do que o mar!

É seres luz, e energia e amor toda a hora,
Aquecendo o meu coração de outrora.
É um querer viajar junto por esse Universo fora...

É ser astro flamejante que derrete o meu ser,
Voaste para mim e trouxeste o prazer
Do amor, do calor e tudo o mais que eu souber!

29 dezembro, 2005

O Portuga: Continua A Fama Em Brasília!

Amigos, os eventos continuam e a parada vai subindo! :-)
Ontem fui convidado pra um churrasco na casa do Ministro das Pescas José Fritsh. Aqui está a foto que prova tudo. O evento decorreu no Lago Norte em Brasília.

O Ministro, gaúcho, assou ele próprio a carne e serviu na mesa onde se encontravam os convidados e convidadas. Uma noite bem agradável e cheia de piadinhas de português, como seria de esperar.

(Na foto: o Ministro, Vanessa e Eu)

26 dezembro, 2005

Rosa Vermelha

Rosa vermelha, flor de jardim,
Quanto do teu perfume
Despertou o costume
De cheirar-te, envolvê-lo em mim.

Rosa vermelha, pétalas de veludo,
Suave no passar, perfumas o ar,
Os pássaros felizes a cantar...
Mudas o contexto, o ambiente, tudo tudo!

Algumas pétalas o vento levou.
Cidade triste, essa de Janeiro,
Sem cheiro ficou, o sol apagou.

O pássaro não mais cantou.
Queria eu, jardineiro, regar teu canteiro.
Milagre! Primavera chegou e a flor, linda ficou!

Dentro De Mim

Se eu não te amasse tanto assim...
O mundo vazio de flores,
Arco-Íris sem cores,
Coração não teria em mim.

Se eu não te amasse tanto assim...
Céu sem estrelas,
Caminhando pelas vielas,
Um labirinto sem fim.

Tão contrário em si é este sentimento,
Amor, dissabor, sinto tão pouco...
Emoções que falam por mim!

Assim vivendo, vivo este momento,
Confusão, furacão soprando como louco...
Prazer e dor dentro de mim!

21 dezembro, 2005

O Que Nunca Te Disse

Esta diferença, semelhança que nos completa...
Equilíbrio, fascínio com este amor a manter,
Uma sensação, comoção, razão pela qual venho dizer
Tudo aprendi contigo, uma vida repleta!

Viagem pelos sete mares à descoberta,
Epopeia confiante, vento constante, mar por navegar...
Etapas por marcar, por tudo venho falar,
Sem ti minha alma é vazia, qual ilha deserta.

Beijo na figueira, emoção, coração sábio por amar,
Confiança, individualidade, parceria, eu sei,
Em tudo foste, és e serás a minha companheira.

Um amor internacional no paraíso, Arraial no mar.
Sofrer porquê? Por tudo o mais, falo o que nunca falei,
Meu amor, que sejas a última e a primeira!

20 dezembro, 2005

Cada Detalhe em Ti

Cada fio de cabelo, linha de ouro,
Olhos vidrados de luz, puro mel,
Nariz delicado, incapaz de cheirar o fel,
Lábios fonte salgada do meu tesouro.

Qual peito doce, ninho do beija-flor,
Barriga geradora da loucura sem fim,
Mãos mágicas, tocando o jasmim,
Coxas originadas no esplendor.

Pernas, escultura grega desde o começo,
Joelhos que abraçam o ensejo,
Pé de fada, provoca loucura em mim.

Cada detalhe em ti eu conheço,
Afrodite, sinónimo do desejo.
Natureza rica esta, que te fez assim!

19 dezembro, 2005

Mulher

Mulher grande, tamanho e coragem,
Quantas acções marcaram o meu ser,
Quantos erros para te ter,
Não foi só vento, nem aragem...

Mulher grande, coração e fatiga,
Como pude não sentir
O perfume do teu elixir,
Anjo, mulher, mãe, amiga...

Mulher em todos os sentidos,
Amante pelos céus desejada,
Mãe pela filha sofrida.

Mulher sem medo dos perigos,
Amiga por demais, proteges na tua enseada
O homem que te encontra como a mais querida!

O Sonho Sempre dá Certo

A Poesia é a voz da alma.. E a minha alma, hoje, fala pelos cotovelos...

O sonho não erra, sempre dá certo.
Pois dentro do nosso ser
Tudo pode acontecer,
E o que é para viver, fica sempre mais perto!

Um esboço da realidade ainda por acontecer...
Este sonho que traz a felicidade,
Pureza de vida e mentalidade,
E tudo o que sonhámos ainda podemos viver.

Família, alegria, paixão e amor,
É este o mote dum esboço por pintar.
O código de acesso do nosso interior...

Sempre o soubemos juntos no calor
Dos corpos suados, desnudados entregues no mar,
Juntos na amizade, parceria... paixão sem pudor.

Se Eu Pudesse Agora, Meu Amor

Se eu pudesse agora, meu amor,
Por entre o cheiro a rosas do teu cabelo imenso
Passar a mão em silêncio
Oferecer meu ombro, meu colo e limpar a dor.

Se eu pudesse agora, meu amor,
Catar aquela estrela que me pediste,
Iluminar este amor que persiste
Com a mesma luz de antes... de paixão e ardor.

Chora nosso coração triste e vazio
Distantes, gigantes com espaço imenso
Onde outrora acampaste...

Move a esperança que por um fio
Do teu cabelo ainda penso
Um dia voltar com a estrela que desejaste.

Coração Nordestino

Coração nordestino, tamanho do mar,
Beleza pura e por demais sincera.
Passear, andar, navegar... Quem me dera
Contigo alegrar minha alma no silêncio do luar.

Coração grande, enorme, a velejar
Por esse mar eternamente a direito.
Ao mundo e a ti prometo
Pelos quatro cantos o vento te vou soprar e cantar.

Queria eu ser mais alegre e aberto.
Porém na tristeza do meu ser,
Dou o meu amor, interior e amizade.

Um dia verás, mesmo que coberto,
O verdadeiro amigo, livro sedento de ler,
Entidade com todas as páginas... mais a saudade.

18 dezembro, 2005

A Família Que Eu Não Conhecia...

"Um grande abraço pai! Um grande abraço pai!"
Como é fácil abraçar o meu pai agora que estou a milhares de kilómetros de distância. Porque nunca consegui fazer isto quando estava frente a frente com ele?

"Volta quando quiseres filho.. A porta da nossa casa está sempre aberta para ti!" Ainda me lembro de quando dei o grito de independência que a porta ficou fechada! Hoje está aberta... Que sensação estranha mas boa!

Parece que conheci os meus pais agora depois de uma vida de ausência. Como é bom sentir que temos um ninho que nos acolhe algures neste mundo. Hoje voltei a falar com o meu pai pelo telefone. Quase dia sim dia não eu ligo. Quando eu vivia em Lisboa, a 300km deles, ligava de mês a mês.. quando ligava. Hoje ligo muito mesmo! Como é bom ouvir os conselhos de um homem de 61 anos que tem uma voz de ternura e uma vida de experiência para passar para mim. É optimo sentir o abraço dele mesmo distante.

A minha mãe deseja acima de tudo que eu volte para Portugal mas eu consegui explicar que o facto de eu vir para o Brasil tem um propósito. Nada acontece por acaso. O facto de eu estar aqui tem de fazer sentido senão porque teria eu vindo?

A minha avó querida reza todos os dias à Nossa Senhora de Fátima por mim. E não é que eu sinto uma força interior que me impele pra frente? Nunca me senti tão forte antes, talvez porque não conhecia a família que tinha.

Seja como for... Estou a gostar muito de viver em Brasília. Oportunidades não faltam para ter sucesso e amigos já os tinha e reconheci-os quando cheguei.

Por outro lado é tão bom ser reconhecido no meu trabalho depois de alguns anos de ausência de elogios.

Minha querida família.. Estou bem aqui. Gosto de morar em Brasília. Não se preocupem comigo.
Ahh.. O meu casamento era para ser hoje!!! Mas não foi... Um dia! Quem sabe...

Se não perceberam o que escrevi a culpa é da 6ª caipirinha desta noite!!! :-)

11 dezembro, 2005

Eventos em Brasília

















Tal como se esperava os eventos em Brasília estão a começar. Na passada sexta-feira dia 9 de Dezembro houve um encontro do mundo Zope. Foi uma noite bem agradável na quadra 305 sul no bar Zimbrus.

Na foto de cima temos da esquerda para a direita: Hugo Ramos (Portuga), Sheila, Fábio Rizzo, Rodrigo Castardo, Jean Ferri, Rafaella, Karla Fernandes e Fabiano Weimar dos Santos (Xiru).



















No final do jantar/encontro a foto de equipa. Jean, Rafaela, Karla, Sheila, Fábio, Rodrigo, Fabiano e eu.
Foi uma noite muito divertida... Até comentámos que se a comunidade Microsoft ou a comunidade Java soubessem que estávamos ali tinham plantado uma bomba e teríam resolvido grande parte da concorrência do Zope. Hehe.



















Ontem Sábado dia 10 foi o aniversário do Jean Ferri. O menino fez 29 aninhos. Parabéns Jean!!!
Uma festa bem divertida no Park Shopping no final da Asa Sul.
Jogámos bowling (boliche), tomámos uns choppinhos e jantámos uns petiscos bem brasileiros.



















A foto de um pouco do grupinho no final do jogo de bowling.
Depois ainda fomos visitar um barzinho na quadra 202 norte onde bebemos um chocolate quente.

E foi assim o primeiro fim de semana em Brasília. Muito divertido e muita amizade.

07 dezembro, 2005

Renascer

A vida é tão simples... então porque temos nós, homens e mulheres, a mania de complicá-la tanto?
Tudo se resume a saber vivê-la!

Opções e decisões são coisas do quotidiano e são elas que nos traçam o futuro.
Racionalmente temos tendência a tomar as decisões que equacionadas nos dão o resultado mais favorável.

Mas é nas misteriosas equações do amor que se encontram as maiores respostas e os resultados mais favoráveis.

O que nos faz apanhar um avião e percorrer 10000 kilómetros para encontrar uma pessoa da qual só conhecemos um mínimo?

Que força nos move e nos obriga a alterar toda uma vida estável e construída para partirmos rumo ao desconhecido?

Que sentimento é este que, por um lado, nos faz o ser mais feliz do mundo mas, por outro, pode transformar a nossa vida num pesadelo?
O amor, afinal, não tem culpa de nada. Temos a mania de culpar o amor pela nossa dor mas os únicos responsáveis pela nossa dor somos nós mesmos.

Eu decidi que não vou culpar o amor. Nem mais nada ou ninguém. Nem existe culpa sequer. Só existe responsabilidade e isso é uma coisa própria dos adultos conscientes.

Lembram-se da história do Pequeno Princípe? Nós também somos responsáveis por quem cativamos. Também somos responsáveis pelo amor que despertamos no outro.

Ser responsável por quem cativamos significa proporcionar a melhor vivência possível a quem está cativado por nós. A quem largou tudo por nós. A quem sofre por nós.

Só o facto de sermos uma pessoa capaz de gerar amor noutra pessoa torna-nos responsáveis por metade desse amor.

Hoje vivo em Brasília e aprendi a ser feliz com o que tenho. É incrível como aprendemos com os povos que nos rodeiam. O brasileiro é um povo fascinante. Nunca fui tão bem recebido em qualquer outro lugar do mundo.
Na empresa onde trabalho tenho colegas que organizam festinhas e encontros para que eu não me sinta sózinho. Tenho colegas que dão a sua casa para que eu tenha um tecto até me encontrar e conseguir ter o meu próprio tecto. Tenho superiores que já iniciaram o meu processo de legalização e pagaram um hotel para que eu fique hospedado até ao fim de Dezembro e não tenha de gastar o pouco dinheiro que veio comigo. Os mesmos superiores que afirmaram estar do meu lado fosse em que circunstância fosse.

Na cultura europeia aprendemos toda a vida que devemos estudar, trabalhar e ter a nossa própria casa, o nosso próprio carro e construir a nossa felicidade em cima dessa estrutura. Mas afinal porque é que os momentos mais felizes da nossa vida são sentidos quando passamos 6 dias ao lado de quem amamos e de quem nos ama? Porque é que apesar de não termos dinheiro somos felizes só com a presença de outra pessoa? A felicidade do amor não tem preço. Nem Camões conseguiu escrever o que eu senti no dia que encontrei esta mulher pela primeira vez na minha vida. É uma imagem que nunca vai desaparecer da minha memória. É uma imagem que só por si me faz feliz e aquece o meu coração. É uma imagem de um amor internacional no paraíso. O amor da minha vida.

Afinal que estrutura é essa a europeia que assenta numa base tão frágil como um carro ou uma casa?

Hoje dou valor a outras coisas. Dou valor a uma estrutura que demonstrou funcionar e ser mais sólida que qualquer outra.
Dou valor à minha família que, apesar de tudo, me educou como soube e como foi possível.
Dou valor aos amigos que, em troca de nada, fazem de tudo para me animar e fazer feliz.
Dou valor ao trabalho que conseguiu, pela primeira vez desde à muito tempo, ocupar a minha cabeça e evitar pensamentos negativos.
Dou valor ao espiritual que, apesar de nunca ter feito parte da minha vida no passado, me tem ajudado, hoje, a ultrapassar a solidão do mundo físico.
Por fim, mas o mais importante, dou valor ao amor. Este sentimento tão nobre que percorre as nossas veias com um fogo capaz de aquecer a mais fria noite de inverno. Capaz de nos dar prazeres indescritíveis seja através da prosa, narrativa ou poesia. Capaz de dar luz e vida ao mais esquecido ser humano num qualquer canto escuro e abandonado deste mundo.

Acabei de nascer de novo... e vou viver a minha vida da melhor forma que eu souber.