05 junho, 2012

O Amor...

A incompreensível satisfação em sentir-me fraco traduz-se em pouco mais do que isto.
O amor é sairmos de nós e vermo-nos em outro, cuja parte, completa um todo quando nos toca... A mão, a alma...
Amor é ser cego e ver todo o meu eu, à minha frente, a desejar voltar a mim sem nunca ter-me pertencido. O amor é ser surdo e ouvir o chamamento de quem nos deseja e viola a alma com carinho. É ser mudo e atingir o mundo com o mais alto grito de alegria e dor, cantando a todos os outros a minha insignificante presença...
Amor é um sofrer prazeroso e um prazer sofrido e perdoar tudo e ter medo... E nunca mais querer morrer.



The incomprehensible satisfaction in feeling weak translates into little more than this.
Love is to leave our inner self and see ourselves in the other, whose part, completes the whole when she touches us... The hand, the soul ...
Love is to be blind and see the whole of my self, in front of me, wanting to return to me without ever having belonged to me. Love is to be deaf and hear the call of those who fondly desire and violate our soul. It's being mute and reach the world with the loudest scream of joy and pain, singing to all my insignificant presence ...
Love is a pleasurable suffering and a suffered pleasure and to forgive everything and to be afraid... And never more wanting to die.

2 comentários:

  1. O Amor faz-nos sentir vivos,
    O poder de partilhar a nossa intimidade com a pessoa amada
    Completa-nos… Enfeitiça-nos,
    Torna possível o que aparentemente seria impossível...
    Liberta-nos de qualquer dor e peso da vida.

    Mas… o sujeito que ama torna-se vulnerável
    Quase que deixamos de ser o sujeito da nossa própria história
    Deixamos de ser dois, passamos a ser um só
    É colocar nas mãos do outro a responsabilidade da nossa felicidade
    É confiar cegamente, sem qualquer reserva

    À falta dele [amor], o mundo parece-nos vazio
    e nada mais faz sentido
    Os dias quentes tornam-se frios
    Os dias luminosos parecem-nos cinzentos
    O coração sangra teimosamente, indiferente aos olhares alheios

    Mónica Tomaz

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