27 agosto, 2006

Afrodite

De que estrela, de que luz...
De que viela, que me seduz?
De que mundo, de que cidade...
De que buraco fundo me trazes, tu, a felicidade?

De que lugar, de que penumbra...
De que mar, que me inunda?
De que paraíso, de que céu...
De que tecido é feito o teu véu?

Vens tu, Afrodite, preencher o meu coração?
Conquistar o meu espaço,
Exigir o meu abraço...

Vens tu, Afrodite, encher-me de paixão?
Colonizar o meu ser interior,
Dar-me todo o teu amor...

Hoje... Eu...

Hoje sou dominada pelo medo derradeiro...
Acho que sofri demais... Não sei explicar...
Eu sonho com um amor verdadeiro
Mas tenho muito medo de no amor entrar!

Tenho os pés no chão imensos...
Sei que a vida é feita de momentos
De felicidade, muitos e intensos
Um conto de fadas real, repleto de alentos.

Sei que vou voltar a viver
Uma história simples assim...
Um amor verdadeiro sem fim!

Minha vida é simples de ler...
Sou feliz com o que tenho assim,
Coração machucado mas lutando para mim!

Adeus Tathy, Meu Amor De Duas Rodas!

Pois é! Lembram-se quando escrevi que tinha comprado a mota e viajado com ela pelo Brasil? Devido às minhas decisões ela foi vendida! O primeiro passo para voltar a Lisboa, a minha cidade amada! :-)

Não estou triste porque tenho outra CBR 1000RR à minha espera em Lisboa e este dinheiro vai servir para recomeçar a minha vida. Desenganem-se os traidores... Não perdi um único centavo na venda! Vocês só me ajudaram até aqui! :-)

Assim tenciono voltar quando terminar as últimas pendências e recomeçar a vida nova! Não vou aqui revelar os meus planos para o futuro ainda! Dizem que o segredo é a alma do negócio e tenho alguns planos bem interessantes.

Lisboa aguarda-me! Tenho planos para ti... para nós! :-)

24 agosto, 2006

Alegria Disléxicamente Loira

Alegras a minha noite,
Perturbas o meu dia...
Alegre, palhaça, meu picolé afoite
Enches meu imaginário de alegria!

No frio da cidade pequena...
No calor da cidade grande...
Imagino e quero como quem desdenha
Ver-te, ter-te, senão para o inferno me mande!

Assim passo minhas noites,
Assim passo meus dias
Beirando a loucura das minhas periferias...

Assim me vejo disléxico,
Assim meus devaneios no ardor,
No frio da paixão, no calor do amor!