04 maio, 2007

Alma Chorando

O eco, parte das paredes brancas
Propaga-se pelas paredes vermelhas
Do meu coração, ferido, por tantas e tantas
Pancadas, cabeçadas, atadas as veias velhas...

O vazio penetra vindo de dentro, alento
Não existe, não chega, não entregam... decididamente!
Quero gritar, saltar, chorar... Permanecer ao vento
Cortante de frio, rio que parou infinitamente!

Nada parece vital, normal como seria de esperar
De uma vida total, anormal continua certo
E não consigo falar, abraçar o teu corpo perto...

Quero tudo, mudo e incerto de frio e calor
Que salta de valor, fulgor por nada e ninguém...
Só vejo o Açor, Amor esvoaçando algures por alguém...