20 junho, 2007

Quando Pensava Que Já Tinha Visto Tudo...

...Eis que surge um novo acessório para iPod!
Estudado para um mercado composto, na sua maioria, por senhoras este artigo promete "satisfazer" as mais devotas amantes da música. Desde a sua vertente mais clássica ao lado mais electrónico das pautas musicais a "vibração" é garantida! :-)


Segundo o fabricante a sua concepção é de elevada qualidade e tem um design bastante confortável. O preço é também convidativo: 69 dólares! :-)

Finalmente uma opção de presente para oferecer no Natal às amigas que nunca sabemos o que vão gostar de receber... Ou não! Depende do grau de intimidade que temos com elas.

Cuidado com a escolha da presenteada ou o presente pode ter uma outra função... Arma de arremesso! :-)

12 junho, 2007

Apple: Domínio do Produto!

Steve Jobs... O nome fala por si! O CEO da Apple falou na conferência WWDC07 (World Wide Developers Conference 2007) e eu vi o video!
Como sempre a Apple, nas palavras de Steve Jobs, espantou o mundo com a apresentação dos seus novos produtos.

É emocionante ver como esta empresa domina a criação de produto e consegue, ainda hoje, inovar de forma tão fantástica e brilhante.

Steve apresentou duas das principais criações da Apple para este ano: O novo MacOS X Leopard e o iPhone.

Não vou aqui descrever o que foi abordado mas sim realçar o modo como a Apple inova e Steve Jobs vive as palavras que lança para o público.

Há uns meses atrás vi o filme "Pirates of Silicon Valley". Um docudrama que retrata a história do computador pessoal como hoje o conhecemos através das empresas (Apple e Microsoft) e das pessoas que mudaram a história da computação (Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates, Steve Ballmer e Paul Allen).

Neste filme podemos ver a questão genética da inovação fazendo parte da Apple e a questão genética da cópia fazendo parte da Microsoft.

Mas pondo de lado estas questões recomendo a visualização do video... Palavras para que?

09 junho, 2007

Português ou Brasileiro?!??

Faz pouco tempo tive a oportunidade de ler um texto de uma autora chamada A. Fabres. Esta senhora é brasileira, linguista e vive em Londres.
O seu texto, grande e eloquente, advoga a teoria de que, hoje em dia, os brasileiros não falam nem escrevem português mas sim "brasileiro" e que, infelizmente para os portugueses, um erro cometido por 160 milhões rapidamente se torna uma regra.

Aproveito para me apresentar também. O meu nome é Hugo Ramos, português e sou autor de poesia e prosa há muitos anos. Sou um defensor da Língua Portuguesa, das suas origens e das suas conquistas culturais espalhadas pelo mundo. Considero Luiz Vaz de Camões o maior poeta de sempre e ao mesmo tempo o "pai" da Língua Portuguesa.
E, por favor, não confundam os meus argumentos. Eu próprio morei no Brasil muito tempo e tive oportunidade de conviver com esse povo maravilhoso que me tratou muito bem.

Engraçados alguns dos argumentos apresentados. Um deles que a vontade dos brasileiros em mudar a língua vem do facto de quererem apagar o seu passado colonial e esquecer que 90% dos brasileiros é filho, neto ou bisneto de um(a) português(a). Esquecer portanto a sua origem familiar.
Outro dos argumentos provém da ignorante verdade de que um erro cometido por 160 milhões de pessoas se torna uma regra. Permitam-me pegar por um pouco neste argumento...

Imaginem os vários erros dos 200 milhões de americanos se tornarem uma regra... e não falo apenas de linguística!
Ou, por outro lado, imaginem o erro (corrupção) dos milhares de políticos brasileiros desde 1889 (início da república), que tornaram o Brasil um buraco financeiro, tornar-se uma regra no mundo?

Mas, considerando que os brasileiros querem de facto esquecer as suas origens físicas, familiares e culturais, porque insistem em relembrar a todo o mundo que a causa de todos os males provém do colonialismo e não de dentro deles mesmos? Porque é que a culpa de tudo o que é bom no Brasil é de um brasileiro e a culpa de tudo o que é mau é de um português?
Será que os, quase, 200 anos de independência não chegou para os políticos brasileiros apagarem os "erros" do colonialismo e fazer do Brasil um país exemplar? Ou será que a origem de todos os problemas é outra?

Não sei como é possível haver uma única pessoa neste mundo que queira esquecer as suas origens e a sua cultura. Não compreendo uma hipótese dessas. O passado de Portugal tem mais vitórias do que derrotas mas mesmo assim não esquecemos as derrotas pois isso serve para aprender-mos e refazer-mos os erros cometidos no passado. Além disso eu não poderia, sob pretexto algum, querer esquecer um passado que deu mundos ao mundo. Um passado de aventura, coragem e descobrimentos!

Eu não poderia, nem com uma arma apontada à cabeça, esquecer que fomos os primeiros a descobrir os mares nunca antes navegados. Seria como um americano querer esquecer que foram os primeiros a chegar à Lua.

Voltando à linguística penso existir uma histeria colectiva sobre este assunto. A senhora Fabres menciona o facto de que os ingleses e americanos já acordaram em aceitar as diferenças linguísticas que os separa mas nem por isso a língua dos americanos passou a chamar-se "Língua Americana". Continua, e muito bem, a chamar-se Inglês dos Estados Unidos da América.
Os americanos também não teimam em esquecer o seu passado colonial mas antes celebram acordos com o Reino Unido de modo a fortalecer a sua economia e as relações com a, hoje dominante, União Europeia.

Talvez fosse mais inteligente por parte dos brasileiros fazer o mesmo. Quem sabe poderiam aprender alguma coisa sobre políticos menos corruptos e conseguir fazer do Brasil uma economia saudável e ganhar o respeito mundial que merece?

O meu ponto de vista é simples e coerente. Querem mudar o nome da língua para "Brasileiro", façam-no! Mas não usem nem mais uma palavra desta tão nobre e distinta Língua Portuguesa. Inventem a sua própria.

Fabres advoga o direito dos brasileiros de mudar a sua língua com base nos erros cometidos por 160 milhões de pessoas...

Eu advogo o direito dos portugueses a honrar e orgulhar-se da sua língua com base no falar e escrever correctamente.

Vamos seguir o errado ou o certo?

Que mal lhe pergunte senhora Fabres... Porque escreveu o seu texto em inglês?

03 junho, 2007

Meu Passado Inteiro

Chuva e sol nas rectas estradas
Daquela que me acolheu, venceu a alma
Daquele perfeito estranho, reconhecido nas noitadas
Quentes, sentes o gélido silêncio da calma...

Volta o chamamento, momento pelo qual
Quero regressar, afastar o consumo do tormento
Saudade que permanece numa batalha desigual
Pelo teu amor que me aquece e dá alento...

És tu resumo, concentrado, corpo de felicidade
Infinita pelos limites do meu ser, quero poder
Abraçar-te, sentir o perfume que me faz estremecer!

Reviver todas as noites que passei sem adormecer
Nos teus braços, recolher, sentir igualdade
Por ti, toda tu, que governas a minha saudade!