Impossível saberes como o conseguiste
Ou apenas não sabes o quê e como tens.
Pela estrada fora todo e completo me perseguiste
Mas, no regresso, os teus sentimentos mantenho reféns.
Toda a vida que hoje eu canto apreciada vorazmente
Tens tirado e mantido... Regressado e partido...
Sem ter ouvido... Gritos, palavras, sempre!
Sem ter vivido... Rápido, veloz, fugido!
A velocidade com que encantas... Ata-me...
A sensação com que envolves... Fascina-me...
Abraça-me, Emociona-me, Beija-me, Mata-me...
O calor com que aqueces... Congela-me...
O frio com que arrefeces... Queima-me...
Abraça-me, Emociona-me, Beija-me, Mata-me...
14 setembro, 2007
04 setembro, 2007
Porquê Tu?...
Não há justificação... Atracção esta por explicar...
Há um porquê, que não se vê, e procuro expressar...
Começo entretanto, este canto, na ténue expectativa
De conseguir, acima de tudo distinguir, uma rima expressiva!
Um olhar, efeito despertar, que me atingiu...
Uma expressão, por demais explosão, que me sorriu...
Um cheiro, o qual não compra o dinheiro, que me encantou...
Uma silhueta afeita que, de tão perfeita, nem Deus sonhou!
Mas há um interior, fonte do calor, que me aquece
No Inverno, qual inferno, que derrete tudo o que apanhar...
Há um conteúdo imenso, tão intenso, por explorar...
Há um oceano de sentimentos que, por momentos, anoitece
O meu dia, o que faria eu, perdido neste revolto mar
Sem a minha bússola, musa que me inspira a amar!
Há um porquê, que não se vê, e procuro expressar...
Começo entretanto, este canto, na ténue expectativa
De conseguir, acima de tudo distinguir, uma rima expressiva!
Um olhar, efeito despertar, que me atingiu...
Uma expressão, por demais explosão, que me sorriu...
Um cheiro, o qual não compra o dinheiro, que me encantou...
Uma silhueta afeita que, de tão perfeita, nem Deus sonhou!
Mas há um interior, fonte do calor, que me aquece
No Inverno, qual inferno, que derrete tudo o que apanhar...
Há um conteúdo imenso, tão intenso, por explorar...
Há um oceano de sentimentos que, por momentos, anoitece
O meu dia, o que faria eu, perdido neste revolto mar
Sem a minha bússola, musa que me inspira a amar!
01 setembro, 2007
Perseguição Monumental
Nunca na minha vida imaginei que um dia faria uma perseguição de mota a um outro veículo... Ontem forçaram-me a fazê-lo!1 de Setembro, 00h35, subúrbios de Lisboa, N117 aos Cabos de Ávila. Este é o local onde me encontrava parado a reparar a viseira do capacete que estava solta.
Mota desligada e estacionada na berma e eu sentado por cima dela sem tirar o capacete. É perigoso estar numa via rápida estacionado. Tudo aconteceu em milésimos de segundo!
Ouço um zumbido pelo ar e de repente sinto uma garrafa de vidro passar a milímetros do meu braço esquerdo e partir-se em mil pedaços mesmo no painel dos manómetros da mota.
Quando olho para perceber o que se passou vejo um táxi que passava por mim a afastar-se numa velocidade não inferior a 100km/h em direcção a Lisboa.
Sem pensar muito bem o que poderia fazer ligo o motor da mota e, ainda sem ter conseguido encaixar a viseira no capacete, inicio uma perseguição ao táxi e seus ocupantes.
Durante os 5 ou 8 minutos que persegui o táxi tive tempo de pensar em tudo mais claramente.
Lembro-me perfeitamente de querer ultrapassar o carro e parar o mesmo em plena estrada... Lembro-me também de olhar bem nos olhos de um dos passageiros que seguia no banco de trás que ria e gozava comigo pelo facto de os perseguir. Lembro-me ainda de abrir o blusão e tentar retirar o telemóvel para marcar 112 e tentar que aparecesse algum carro patrulha que me ajudasse. Foi nesse momento que o ocupante da frente do táxi colocou a mão de fora e me fez sinal para os seguir até ao destino... Claramente num acto provocatório de como quem quer dizer: "Vem atrás de nós que já te fazemos a folha!"
Foi neste momento que me apercebi!!! Os ocupantes do táxi, de raça negra, são 3... Estavam a tomar a direcção de uma discoteca de música africana em Alcântara e portanto teriam necessariamente que passar em frente à esquadra de polícia do Largo do Calvário para logo depois sairem do táxi.
Acalmei os nervos e pensei frio... Fui atrás do táxi e esperei calmamente que eles chegassem ao último cruzamento, onde verifiquei se o taxista ia virar na direcção da esquadra ou não. Este fez-me sinal para ultrapassar mesmo antes de virar no cruzamento já de pisca ligado indicando o lado esquerdo. Neste segundo pensei: "é o momento certo!"
Passei o táxi mesmo antes deste virar e abrandei a velocidade... Assim que passo na frente da esquadra uso freneticamente a minha buzina e ao mesmo tempo atravesso a mota na frente do táxi obrigando-o a parar repentinamente mesmo na frente dos polícias que correram para mim para saber o que se passava.
A partir deste momento é facil perceber o que se passou... Eu informei os polícias de que vinha em perseguição do táxi porque um dos ocupantes me tinha agredido com uma garrafa de vidro atirada a mais de 100km/h que não me acertou por milímetros.
Rapidamente os polícias repreenderam o taxista por permitir que os ocupantes do seu táxi estivessem a consumir bebidas durante o transporte. Situação essa completamente ilegal.
Seguidamente obrigaram os ocupantes a entrar na esquadra para identificação e pediram os meus documentos.
Apenas um dos 3 ocupantes do táxi tinha documentos de identificação com ele e os outros tiveram de ser identificados.
Fui informado de que tinha 6 meses para apresentar queixa formal contra estes senhores. As queixas poderiam ir de simples danos materiais até tentativa de homicídio. Depois de entender tudo muito bem segui o meu caminho com a mota cheia de vidros e bebida, já seca, por toda a parte frontal.
Ainda não vi como ficou a mota com à luz do dia mas, à primeira vista, parece-me que a nina está boa de saúde! :-)
Imaginem que por mero acaso eu tinha retirado o capacete... E imaginem ainda que a garrafa, viajando a mais de 100km/h, acertava na minha cabeça e não na mota...
Agora imaginem o belo e emotivo funeral de um motard que estava calmamente parado numa estrada a reparar o seu capacete...
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