De corpo atirado ao acaso, lábios de prazer
Para meu belo ver, tudo sentir, tudo escrever...
De moça muito pouco, tudo de muito mulher
Para mim, para adorar, ficar como se quer...
Pela perna passo a mão, subo a anca,
Desço a cintura, aquela curva que me destranca...
A mão pelas costas, sinto-te, e no ombro a pausa
O toque trémulo que é, de todas as coisas, a causa...
O sorriso desvanece, aparece, no prazer ofegante
Nas ondas negras onde me perco sem norte
Quando respiras fundo, aperto suave e forte...
Mulher sensual, anormal no prazer desnorteante
Assim fico, assim me vejo enrolado no teu calor,
Que me queima a pele, que me liberta de todo o pudor...