Porque de fibra é feito este mesmo amor,
Porque sem frio não sinto o calor...
Porque, pela dor, o Homem mata e morre,
Pela felicidade, pára e corre!
Para correr não tenho mais margem,
Para matar não tenho coragem...
Para morrer sinto-me incapaz,
Para parar... Prefiro voltar atrás!
Que respostas para esta história sem fim?
Que propostas poderia ainda gerar
Que dessem sentido à palavra amar?
Não sei... Não sei... E não quero viver assim!...
Porque não existe amor impossível de perdurar
Mas sim pessoas incapazes que desistem de lutar!
24 outubro, 2010
17 outubro, 2010
Isto Não Se Chama Amor
Um amor assim não existe mas persiste
Em magoar, de tudo um pouco levar...
Um amor assim não quero mas insiste
Em usar, um tudo ou nada só para queimar...
De um amor assim, só sinto nojo
Sem qualquer prazer ou emoção!
De um amor assim, prescinde o lobo de um fojo,
Dos anos desperdiçados a enganar o coração!
A inteligência de nada serve contra a frieza.
A emoção comanda o coração com destreza.
E assim mais uma dor, assim, sem mais pudor!
A vontade é matar, toda esta dor acabar.
A solução é apagar, todos estes anos sem amar.
E assim findar a dor, disto que não se chama amor!
Em magoar, de tudo um pouco levar...
Um amor assim não quero mas insiste
Em usar, um tudo ou nada só para queimar...
De um amor assim, só sinto nojo
Sem qualquer prazer ou emoção!
De um amor assim, prescinde o lobo de um fojo,
Dos anos desperdiçados a enganar o coração!
A inteligência de nada serve contra a frieza.
A emoção comanda o coração com destreza.
E assim mais uma dor, assim, sem mais pudor!
A vontade é matar, toda esta dor acabar.
A solução é apagar, todos estes anos sem amar.
E assim findar a dor, disto que não se chama amor!
03 outubro, 2010
Um Amor Assim
Neste momento de silêncio e desespero
Quero saber tanto, e tão pouco me parece
Justificar o injustificável, ainda hoje, espero
O amor que um dia existiu e a alma carece...
Esse amor que tanto queremos e odiamos,
Esse amor que tu e eu sentimos e negamos,
Pela dor causada... Pela presença amada,
Continuamos em agressão vazia, sem nada!
Mas um amor assim, deve ser sempre vivido
Intensamente, como eu o vivo, intenso, assim,
Sem limites, sem fronteiras, mas nunca perdido!
Mas um amor assim, precisa de nós dois, enfim,
Pois, sem nós, não é amor, é um nada querido
Porque um desperdício assim, precisa ter um fim!
Quero saber tanto, e tão pouco me parece
Justificar o injustificável, ainda hoje, espero
O amor que um dia existiu e a alma carece...
Esse amor que tanto queremos e odiamos,
Esse amor que tu e eu sentimos e negamos,
Pela dor causada... Pela presença amada,
Continuamos em agressão vazia, sem nada!
Mas um amor assim, deve ser sempre vivido
Intensamente, como eu o vivo, intenso, assim,
Sem limites, sem fronteiras, mas nunca perdido!
Mas um amor assim, precisa de nós dois, enfim,
Pois, sem nós, não é amor, é um nada querido
Porque um desperdício assim, precisa ter um fim!
29 setembro, 2010
Menina de Vermelho
Na dor aguda, esqueci-me de morrer
Na noite escura, esqueci-me de ver...
Na existência sortuda, lembrei-me de cegar
Na pele branca e pura, ousei tocar...
No teu íntimo encantado entrei sem perguntar nada,
No teu ínfimo privado invadi sem vergonha atada,
No teu abraço caí desarmado, sem defesa,
No teu espaço senti o amor, sem tristeza!
Menina dos fios louros, de mim fugiste
Como se, de um mar infinito e triste,
Não olhaste nem riste, só quisesses abdicar...
Menina de vermelho, do meu espaço saíste
Deixando o amor que, de certeza viste
Só teu, por completo, disponível para te amar...
Na noite escura, esqueci-me de ver...
Na existência sortuda, lembrei-me de cegar
Na pele branca e pura, ousei tocar...
No teu íntimo encantado entrei sem perguntar nada,
No teu ínfimo privado invadi sem vergonha atada,
No teu abraço caí desarmado, sem defesa,
No teu espaço senti o amor, sem tristeza!
Menina dos fios louros, de mim fugiste
Como se, de um mar infinito e triste,
Não olhaste nem riste, só quisesses abdicar...
Menina de vermelho, do meu espaço saíste
Deixando o amor que, de certeza viste
Só teu, por completo, disponível para te amar...
11 junho, 2010
Tudo o Que Eu Sou
Dos teus olhos descobri quem sou, novamente
Achado, descontente, nos teus espelhos cor de mar...
Das tuas mãos preciso do calor, perdidamente
Derramado pelo amor, que emanas pairando no ar...
Dos meus olhos dou-te a conhecer a plenitude do desejo
Insaciável, pela beleza do que vejo, que me inspira...
Das minhas mãos a falta de ti, do toque, o ensejo
Desta incompleta existência que, de mim, transpira...
Mas, em segredo, esta falta corrói a minha alma
Perdida nos sentimentos contrários que, em mim, lutam
Por ti, por nós, e cegamente me retiram toda a calma...
Sobressaíste, aquela que é especial, num déjà vu
De beleza, nesta igualdade de sentimentos que nos usam...
Porque tu és tudo o que eu sou... E eu sou como tu!
Achado, descontente, nos teus espelhos cor de mar...
Das tuas mãos preciso do calor, perdidamente
Derramado pelo amor, que emanas pairando no ar...
Dos meus olhos dou-te a conhecer a plenitude do desejo
Insaciável, pela beleza do que vejo, que me inspira...
Das minhas mãos a falta de ti, do toque, o ensejo
Desta incompleta existência que, de mim, transpira...
Mas, em segredo, esta falta corrói a minha alma
Perdida nos sentimentos contrários que, em mim, lutam
Por ti, por nós, e cegamente me retiram toda a calma...
Sobressaíste, aquela que é especial, num déjà vu
De beleza, nesta igualdade de sentimentos que nos usam...
Porque tu és tudo o que eu sou... E eu sou como tu!
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