Dos teus olhos descobri quem sou, novamente
Achado, descontente, nos teus espelhos cor de mar...
Das tuas mãos preciso do calor, perdidamente
Derramado pelo amor, que emanas pairando no ar...
Dos meus olhos dou-te a conhecer a plenitude do desejo
Insaciável, pela beleza do que vejo, que me inspira...
Das minhas mãos a falta de ti, do toque, o ensejo
Desta incompleta existência que, de mim, transpira...
Mas, em segredo, esta falta corrói a minha alma
Perdida nos sentimentos contrários que, em mim, lutam
Por ti, por nós, e cegamente me retiram toda a calma...
Sobressaíste, aquela que é especial, num déjà vu
De beleza, nesta igualdade de sentimentos que nos usam...
Porque tu és tudo o que eu sou... E eu sou como tu!