29 setembro, 2010

Menina de Vermelho

Na dor aguda, esqueci-me de morrer
Na noite escura, esqueci-me de ver...
Na existência sortuda, lembrei-me de cegar
Na pele branca e pura, ousei tocar...

No teu íntimo encantado entrei sem perguntar nada,
No teu ínfimo privado invadi sem vergonha atada,
No teu abraço caí desarmado, sem defesa,
No teu espaço senti o amor, sem tristeza!

Menina dos fios louros, de mim fugiste
Como se, de um mar infinito e triste,
Não olhaste nem riste, só quisesses abdicar...

Menina de vermelho, do meu espaço saíste
Deixando o amor que, de certeza viste
Só teu, por completo, disponível para te amar...