15 julho, 2012

Encontros Anónimos (6ª parte)

Nua e sozinha na varanda, sob a luz escaldante do sol, onde os seus 'humms hums' não desconcentrarão o trabalho em progresso, Laura observa Amaro e os companheiros enquanto estes reviram o quarto.
Caroço dorme o sono mais profundo que alguma vez dormiu na vida, sem perspectivas de acordar. Laura percebe que não adianta continuar a tentar falar com os ladrões e a gastar energia essencial para manter-se viva o mais possível e, assim, ter uma hipótese de ser salva por alguém que, miraculosamente, apareça em sua casa. O seu marido poderia decidir voltar mais cedo, o que não seria uma situação agradável mas, entre a morte lenta e dolorosa da exposição ao sol e consequente e gradual asfixia, limitando a entrada de ar para os pulmões já de si dificultada pelo dispositivo que albergava na boca, e a vergonha de ser encontrada pela família, naquele estado, com um homem de aspecto rude na sua cama, a dormir tranquilamente, e o consequente divórcio, preferiria a vergonha e o divórcio. Tudo é melhor que a morte, especialmente quando esta chega já anunciada e lentamente vai tratando do processo de transporte para local desconhecido. Laura não queria morrer. Tinha assuntos inacabados que, de um momento para o outro, iam chegando à sua mente como fotografias que passam rápido demais numa apresentação projectada na parede branca da sala de reuniões. O desespero tomou conta da sua existência, impotente para se libertar das amarras que a faziam assumir uma forma rígida, qual peça de Tetris em 'S' perfeitamente encaixada noutra peça por baixo dela. Mas não faria linha e a peça debaixo dela não desapareceria num piscar de olhos estrelado juntamente com a soma de um bónus.
Sentia uma pinga de suor que se formara no couro cabeludo, junto às raízes do cabelo quente, a entrar na área da testa e ligeiramente escorrer na direcção do olho direito curvando e contra-curvando, em clara obediência às linhas de rosto, que a atiravam para o canto mais perto do cimo do nariz, onde entraria sem problemas na cavidade ocular. Um ardor que, sabia, salgado mas não poderia provar. Pelo menos, esta gota.

Teria de manter-se calma e respirar lenta e profundamente de modo a oxigenar o cérebro em intervalos regulares[1] que lhe permitissem não sentir falta de oxigénio e sofrer um desmaio que seria bem mais dramático naquela situação delicada.
A pele mais directamente exposta ao sol adquiria, ao estilo de Seurat, um pontilhado vermelho ao mesmo tempo que começava a sentir um pouco de dificuldade em respirar. O objecto fálico na sua boca, quase até à epiglote, deixava um angustiante espaço, reduzido demais, para que o ar passasse fluidamente para os pulmões mas o dispositivo de mudez forçada não permitia a visualização da expressão assustada, qual Grito de Munch, que provavelmente teria naquela hora.
Laura sempre pensou que o seu fim seria mais tarde, honroso, em família, longínquo da devassa praticada a intervalos quinzenais, regulares, e a notícia da sua morte seria capa da mesma revista onde trabalhava arduamente com um cabeçalho digno de registo. Neste momento já se contentava com um cabeçalho vergonhoso que pudesse apreciar, viva, em qualquer outro país.
Subitamente é invadida por um sentimento de remorsos. O marido ter-lhe-ia feito o convite para o acompanhar na viagem mas preferiu ficar em casa e passar uma horas agradáveis com um novo exaustor.
Os minutos passavam e o Sol estava cada vez mais abrasador na pele nua de Laura que, agora, parecia mais a Impressão, de Monet, do que uma pele branca e cuidada. Uma segunda gota de suor iniciava o seu percurso descendo da testa, passando pelo nariz, detendo-se na ponta deste para lentamente acumular mais líquido e cair nos lábios secos. Rapidamente é absorvida e, o sabor salgado, espalha-se, finalmente, pelas papilas gustativas de Laura aliviando um pouco os pensamentos. O calor lembrava-a da sua juventude e das férias que passava junto à praia com os pais e os amores de Verão, que vinham à vez e passavam rapidamente dando lugar aos seguintes. Tudo estaria igual não fosse o facto de agora ser uma importante directora editorial, reconhecida no mundo social, que estava amarrada, a escaldar, sabendo que em pouco tempo estaria numa situação respiratória muito séria.
Da varanda não se via ninguém que pudesse ajudar ou chamar a polícia. O local é ermo e distante de qualquer outra casa.
Um pardal pousa na mesa e olha, curioso, para Laura revirando a cabeça em pequenos, mas rápidos, movimentos. A respiração estava cada vez mais difícil obrigando-a a um auto-controle ainda maior. Olhando aquele pássaro em cima da mesa, apercebe-se que a liberdade não se nota até que não a temos. Pessoas felizes são todas iguais... Pessoas miseráveis, são-no, cada uma à sua maneira[2].
Dentro do quarto a azáfama era grande e parecia não terminar tão cedo quanto a necessidade  faria crer que, no final, iriam libertá-la. O grupo roubava tudo o que poderia ter algum valor e não escondia a satisfação enquanto o fazia.

Naquele momento a entrada de ar era já insuficiente para qualquer tipo de pensamento racional e o desespero aumentava. A cabeça de Laura já não tinha forças para aguentar na vertical, balanceando de um lado para o outro com o enfraquecimento do esternocleidomastoideo e dos vários escalenos.
O grupo já não se encontrava no quarto e a possibilidade de a libertarem no final do assalto era agora uma miragem. Nesta fase aceita-se o facto de que a morte é a melhor solução. Os pensamentos dirigiam-se para os filhos e para a oportunidade que desejaria ter de despedir-se e de dizer-lhes que os ama com todo o coração. Nestes momentos de desespero, o amor, é tudo o que ocupa os últimos resquícios de pensamento sóbrio.
O Sol fazia já uma pequena sombra na varanda quando começava a passar por cima do telhado da casa. Num último desespero, Laura tenta saltitar a cadeira para aproximar-se da sombra apenas para aperceber-se que já não tinha forças em qualquer dos músculos do corpo. A sua postura era imóvel, estática e sólida, e as amarras já nem faziam sentido pois, mesmo que removidas, continuaria certamente naquela posição.
Em agonia e dor, ouvindo a pulsação do coração nos ouvidos, tal era o silêncio em que a vida a deixava, vendo a visão periférica a estreitar e uma mancha negra, circular, a fechar-se à volta dos últimos raios de luz que as retinas iriam processar, conseguiu ainda pensar que modo era este, mais estúpido e surreal, de encontrar a morte depois de tanto tempo numa vida cheia e com significado.
Com a aproximação do rigor mortis, Laura parecia agora uma forma grotesca e inchada não devendo nada à beleza anterior que a distinguia entre as suas amigas, todas colegas de ginásio e confidentes das infidelidades quinzenais, e que iriam certamente fazer algumas piadas com a sua morte.
A pele tinha agora um aspecto de levedura, seca e endurecida pelo Sol, inchando e deformando à mercê do calor. A cabeça pendia para a frente numa última reverência, não se sabe bem a quem ou quê.
Um final inusitado para alguém que pretendia apenas um fim-de-semana igual a todos os outros que, quinzenalmente, já tinha passado em perfeita descompressão.
Quando os agentes da autoridade são finalmente chamados, depois da chegada da família e óbvio trauma psicológico para a vida por parte dos filhos, e a retiram da fria cadeira de varanda, tiveram de a carregar na mesma posição em que esteve por largas horas, qual peça de Tetris inanimada que não mais estava encaixada em qualquer outra do mesmo formato. Os músculos rígidos e a coluna vertebral solidificada assim iriam permanecer até que um dia depois, antes da passagem ao estado seguinte[3], o seu corpo ficasse completamente inerte e flexível.
Coitado daquele ingénuo marido que encontrou a sua amada esposa numa situação daquelas e que terá agora de gastar uma fortuna em psico-terapia para os filhos de oito e onze, e talvez até para o próprio, pelos menos nos próximos dez anos, até que estes consigam lidar com a cena visualizada naquele domingo de tarde, queria acreditar que os assaltantes teriam invadido a sua casa, prendido a esposa na varanda e se esqueceram dela quando fugiram, deixando para trás um dos seus colegas que adormeceu na cama luxuosa onde se deitou para descansar um pouco e que, agora, se encontrava sob custódia policial. E assim iria permanecer a sua crença, enquanto o lugar de Laura não fosse preenchido por outra, disposta a uma vida de pouca excitação e fraco estímulo intelectual[4].


[1] Pelo menos de trinta em trinta segundos para que a correcta oxigenação do cérebro seja feita em condições de manter a vida.

[2] Adaptação pretensiosa de uma frase de Лев Николаевич Толстой (Liev Tolstoi).

[3] Livor mortis.

[4] Uma prequela é, por definição, uma marcha em direcção ao inevitável.


(continua...)

05 julho, 2012

Encontros Anónimos (5ª parte)

Existe um certo charme associado à sedução de uma mulher que já espera ser seduzida e, por isso, alinha num jogo que, sabe, vai perder propositadamente gozando assim da vantagem de quem está no controle. Claro está, é frustrante seduzir uma mulher que não está aberta à sedução.
As mulheres de meia idade são particularmente especialistas na arte de serem seduzidas e, aquelas realmente entendidas no jogo, fazem-no de um modo que o adversário pensa que está a ganhar até aos últimos minutos do encontro. É um desafio de rivais de longa data que, sejamos francos, na sua fase final, é o desporto com mais contacto físico que existe mas, que ambas as partes acordam terminar de forma teoricamente amigável sem que os limites da dor suportável sejam violados. Existe uma cumplicidade implícita que, em certos momentos, mais parece uma rendição mútua, e consequente união de esforços, para que a individualidade egoísta seja satisfeita. Não existem regras tacitamente definidas no início, o que se traduz numa jogatina imprevista cujo curso é definido a cada minuto de avanço no campo de jogo. As regras são escritas sensorialmente e o entendimento comum acaba sempre por ter o mesmo fim, mesmo que, pelo meio, existam divergências na linguagem usada. É bem capaz de ser o único desafio à semiótica de que me apercebo. Tal como a matemática, é uma linguagem universal que todos a conhecemos à nascença e dispensa aprendizagem cultural, talvez algum treino. Obviamente, a cultura desempenha um papel fundamental neste duelo mas, a facilidade com que diferentes culturas entram em acordo para o bem comum, desafia qualquer lei das relações internacionais e o entendimento da ONU sobre as políticas externas de países em desacordo.
Seria interessante ver como o jogo da sedução, se aplicado à macro-escala geográfica, poderia resolver conflitos internacionais, talvez de uma forma bem mais pacífica do que os especialistas em relações internacionais conseguem, através de jogos de palavras e trunfos medianamente interessantes apesar de usarem as mesmas mesas de reunião que depois servem de suporte ao jogo da sedução em contextos completamente diferentes.
Na micro-escala do quarto de Laura, a única mesa que existe está repleta de vidros coloridos, aleatoriamente dispostos de uma forma que denota uma limitada preocupação em parecer aleatória, dir-se-ia uma pequena batalha de formas, cada uma lutando para parecer mais sensual que a outra, escondendo no seu interior o maior trunfo de todos, capaz de mudar mentes e dar-lhes outros desejos que não os puramente sociais. Existe ainda um espelho que, convenientemente, reflecte a cama larga, de altura certa, que divide com o seu marido, sempre que este não viaja, limitando assim os desejos duma mulher que guarda metodicamente fantasias satisfeitas a cada quinze dias por adversários criteriosamente escolhidos pelo seu aspecto rude, mas vigoroso, capazes de suportar a explosão de calor que emana da válvula de uma panela de pressão a cada vinte segundos, apenas para ser absorvida pelo exaustor, sujo de gordura mas incansável, no seu ritmo e gemido constantes.

Enquanto Aníbal, de tronco nu, sentado na cama, admirava os frascos aleatoriamente dispostos, tentando sentir odores associados às várias cores, Laura preparava-se na casa de banho num ritual que antevia uma tarde de descompressão.
Laura, directora de uma revista de moda, mulher de pele clara mas bem tratada de modo a evitar a visualização de quaisquer defeitos, casada há mais de vinte anos, tinha dois filhos. A promessa de conhecer outro país tinha levado o marido e os filhos para longe naqueles dias e Laura ficou em casa mais uma vez, para grande satisfação pessoal desta e completo desconhecimento daquele.
O quarto, estrategicamente posicionado no lado sul da casa, era assim iluminado mais tempo pelo sol que entrava pelas largas portas de correr, feitas em vidro duplo de qualidade, que separavam o interior do quarto de uma varanda, tamanho médio, onde se encontrava uma mesa redonda e três cadeiras. Esta ímpar composição, denotando uma certa incapacidade de lidar com números pares ou cenas compostas, parecia arranjada demais para ser usada com qualquer fim que não fosse o puramente decorativo. Não existiria muita afinidade no casal que lhes permitisse desfrutar de uma tarde solarenga naquela mesa. Por outro lado poderia ser apenas uma falta de gosto em apanhar sol e conversar com alguém que já não articulava qualquer tipo de assunto nem estimulava a intelectualidade do outro.

Toxicodependentes com propensão a cometer crimes para sustentar o seu vício não são, geralmente, pessoas violentas. O crime violento exige, de quem o exerce, um estado de espírito que eles preferem não sentir nos momentos em que desfrutam daquilo que os seus saques permitem comprar.
Geralmente transformam-se em pequenos ladrões de casas, envergonhados, e preferem assaltá-las quando estão vazias, evitando assim a adrenalina[1] que retiraria parte do prazer associado ao consumo ilegal de substâncias controladas[2].
Amaro, é um jovem de vinte e nove anos, toxicodependente, que passou metade da sua vida em centros de detenção e, mais recentemente, no centro prisional da área da sua residência, o que permitia a visita regular da sua mãe que se desfazia em lágrimas, a cada retorno a casa, pensando onde teria errado na educação do filho.
Foi apenas o acaso, e talvez o facto de não se encontrar qualquer carro estacionado à porta, que seleccionou a casa de Laura como alvo preferencial para o saque de hoje que Amaro iria levar a cabo com mais dois conhecidos amigos do alheio, frequentadores do mesmo centro prisional em que Amaro era cliente assíduo e, com o qual, dividiam o quarto com vista privilegiada para o pátio.
Olhando para a casa, cercada por muros altos, Amaro imaginava a melhor maneira de entrar no seu interior.

A imaginação de Caroço já teria associado e dissociado, por várias vezes, um aroma a cada frasco pensando ser o mais correcto tendo em conta a cor no seu interior. Finalmente a porta da casa de banho abria-se e ele pensou como, neste caso, não lhe custaria nada passar umas horas divertidas. Laura saía pela porta duma forma bastante sensual, perfeitamente equilibrada em cima de saltos altos, compensados, erguendo uns fios que mal cobriam o corpo bem trabalhado no ginásio que frequentava com as mesmas amigas com quem partilhava as histórias de infidelidade. A panela de pressão estava a encher e preparava-se para despressurizar a qualquer momento. Atirou-se a Aníbal, deitando-o de costas na cama e beijando-o desenfreadamente, entre gemidos ainda um pouco forçados mas que, sabia, iriam passar a muito reais em breve, ao mesmo tempo que este agarrava a sua cintura e sentia aquela pele suave contra o seu corpo bronzeado e definido pelos anos de noitadas e magreza do álcool.
É no momento que os dois se encontram em pleno acto sexual, fazendo uso de alguns brinquedos cuja forma e função se adequam e complementam perfeitamente, que Amaro e companheiros entram no andar de baixo vasculhando toda a casa em procura de valores que possam comprar a felicidade nocturna que se avizinha. Começam pela sala, passando rapidamente para as outras divisões do andar térreo quando, subitamente, ouvem uns gemidos, bastante explícitos sobre o que se passava no andar de cima.
Caroço, não que fosse necessário, envergava um dispositivo que permitia duplicar a sua masculinidade e Laura, debruçada de quatro, despressurizava o que lhe era permitido em tais condições quando Amaro e os seus dois companheiros entram pelo quarto tentando não importunar o casal que apenas se apercebe da visita quando Caroço recebe uma paulada perfeitamente aplicada na cabeça e cai nas costas de Laura que, naquele momento, despressuriza qualquer pressão que ainda pudesse conter no seu interior.

É no meio dos gritos histéricos de Laura que é arrancado, a Caroço, uma das duas masculinidades (felizmente aquela que é mais fácil de desprender) cheirosa a sexo fresco, que rapidamente enche a boca de Laura, quase até à epiglote, e é presa com fita adesiva castanha, de qualidade, e evita mais gritos, desnecessários, quando o objectivo é apenas roubar sem violência mas usufruindo de alguma tranquilidade.
Laura continua histérica e a esbracejar na direcção da casa de banho enquanto tenta desesperadamente dizer-lhes que não precisam fazer-lhe mal e que os valores estão num cofre que se encontra escondido no interior do armário, ao lado do lavatório, mas a única coisa que Amaro ouve é 'humm hum hummm humm hum hum'.
Enquanto Laura esbraceja, um dos companheiros tenta mantê-la imóvel enquanto os outros reviram o quarto à procura de jóias e/ou outros valores.
Laura imagina o que lhe farão tais delinquentes e na situação em que foi apanhada com Caroço que, inconsciente, continua deitado na cama do casal sem qualquer tipo de reacção previsível nas próximas vinte e quatro horas.
Perante a persistência dos 'humms hums hummms humms hums hums' e do constante esbracejar, os três companheiros conferenciam o que farão com Laura, evitando a sua interferência em tão cuidado assalto. Um deles repara na varanda e nas cadeiras que nela se encontram e os olhos de Laura transformam-se rapidamente numa espécie de olhos Garfield[3] (sem sono), saindo das órbitas, observando em terror o mesmo espaço solarengo, concebendo na sua mente a imagem do fim, se ali for deixada ao sol, com uma das masculinidades de Caroço enfiada pela boca, quase até à epiglote, sendo que a sua condição alérgica a levará a uma morte lenta e penosa. Quanto mais esbraceja e emite 'humms hummms hums hums' tentando dizer-lhes que é alérgica à exposição solar em excesso, mais os três ladrões se apressam a transportá-la e amarrá-la pelos braços e tornozelos a uma das cadeiras na varanda fechando a porta de vidro em seguida.
Laura é deixada na varanda, completamente nua e indefesa, amarrada pelos braços e pés ainda dentro dos saltos altos compensados, a uma das cadeiras que lhe permite, através da visão periférica, visualizar o que se passa no interior do quarto, enquanto o sol começa lentamente a tostar a sua pele suave e clara, bem tratada, livre de quaisquer defeitos que possam denunciar a sua idade.


[1] Adrenalina, ou epinefrina, é uma hormona neurotransmissora, derivada da modificação de um aminoácido aromático (Tirosina), segregada pelas glândulas supra-renais. Em momentos de "stress", as glândulas segregam quantidades abundantes desta hormona que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros. Não serve, portanto, para nada excepto cortar o efeito das drogas que arduamente foram adquiridas à custa do sofrimento alheio.

[2] Coisas várias que, temporariamente, fazem-nos sentir bem.

[3] Gato com olhos esbugalhados[4].

[4] Globos oculares fora da órbita como se fossem saltar da cara.


(continua...)

04 julho, 2012

Hugo Ramos - Entrevista na RDP Internacional sobre o seu novo livro Desequilíbrio


Hugo Ramos em entrevista na RDP Internacional, no dia 04/07/2012, sobre o lançamento do livro Desequilíbrio e também sobre o papel dos novos media e da Internet na vida dos autores contemporâneos e dos leitores em geral.

Obrigado a todos os que ouviram em directo. Para quem não teve oportunidade, fica aqui a gravação integral. Beijos e abraços!

03 julho, 2012

RDP Internacional - Hugo Ramos e António Granado em entrevista (endereço da emissão online)



É já amanhã que vai para o ar a minha entrevista na RDP Internacional.
Para mais fácil acesso à emissão fica no final desta mensagem o endereço da página que devem abrir para ouvir o programa.


Não se esqueçam que pode ser ouvida em todo o mundo bastando para isso que tenham em conta a diferença horária para cada país. Deixo aqui alguns para facilitar:

Portugal Continental e UK - 10:10h e 20:10h
Portugal (Madeira) - 10:10h e 20:10h
Portugal (Açores) - 9:10h e 19:10h
Espanha e Europa central - 11:10h e 21:10h
Europa (este) - 13:10h e 23:10h
Brasil - 06:10h e 16:10h
EUA (costa este) - 05:10h e 15:10h


Espero que gostem! ;)


Endereço da página que devem abrir para ouvir em directo:
http://www.rtp.pt/wportal/popups/player.php?canal=5

02 julho, 2012

Obrigado!

Quando escrevi este livro estava longe de pensar que algum dia chegaria tão longe. Neste momento já não tenho mais objectivos. O que vier será bem recebido.

Tenho que agradecer a todos os leitores e leitoras que fizeram o download e classificaram o livro com as estrelas da iBookstore. A receptividade deu-me forças para continuar e perseguir os meus objectivos pessoais. Continuar a escrever e publicar textos cada vez melhores e capazes de encher o imaginário dos leitores, da mesma forma que enche o meu.

Tenho na calha alguns projectos e estou a aprimorar ideias para os dois livros que tenho em andamento.
Não são fáceis de escrever e exigem muito de mim, num momento em que o tempo não é muito, devido ao meu trabalho e aos estudos que se aproximam em Setembro com a entrada no Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação.

Espero contar sempre com o vosso apoio e que continuem a gostar das minhas palavras.
Um cumprimento especial a todos os que dedicam tempo e vontade a ler-me.. ;)