28 julho, 2014

Deixem-me em Paz

Deixem-me em paz... Deixem-me em paz!
Desapareçam todos, não estou para ninguém...
Só desejo a noite e o som que o vento faz,
O frio, o escuro e todos os males do mundo também!

Não, não sou de ferro nem quero ser forte.
Sou apenas um fraco, algo sensível e inferior...
De tudo no mundo só desejava melhor sorte,
Mais alento, mais amor;  mais de tudo e menos dor...

Deixem-me sozinho, por favor...
Não vejo saída, só suspiro, soluço, choro por ela e por mim,
A noite aproxima-se e eu só quero chegar ao fim.

Deixem-me sofrer pelo meu amor...
Deixem-me ter paz, eu mereço...
Pois de tudo o que veem, sou tudo menos o que pareço!

Fim

A minha vida está a chegar ao fim...
Fui traído pelo amor, com uma infinita dor,
Não tenho mais lágrimas, a vida não tem sabor
E eu não consigo viver assim...

A minha vida está a chegar ao fim...
Já vejo tudo a preto e branco, falta pouco e pranto,
Por não querer existir mais, por querer esconder-me no manto,
Da eterna falta de amor, da eterna falta de mim...

Desculpem-me todos vocês aí e desculpa-me tu, meu amor, por ti
Ainda aqui estou, sem conseguir estar, sem comer nem falar,
Abandonado, preso em mim, esperando a luz que me vai levar...

Desculpa-me tu meu amor, tentei o meu melhor aqui e aí...
A minha vida está a chegar ao fim...
Porque eu não consigo mais viver assim...