"O nomadismo é a prática dos povos nômades, ou seja, que não têm uma habitação fixa, que vivem permanentemente mudando de lugar. Usualmente são os povos do tipo caçadores-coletores, mundando-se a fim de buscar de novas pastagens para o gado quando se esgota aquela em que estavam. Os nômades frequentemente ignoram fronteiras nacionais na sua busca por melhores condições de vida."
Esta é a definição de um nômade que se pode ler na wikipedia.
Eu não sei se tenho um espírito nômade ou não mas neste último ano fui a Inglaterra 3 vezes (na última das quais fiquei a viver lá 6 meses), 1 vez ao Brasil, passei de carro em Espanha, França e Inglaterra fazendo mais de 35000 kilómetros por esse mundo fora. Tudo na busca de um lugar que me acolha e no qual eu me sinta acolhido.
Não é uma procura de enriquecimento nem de vida fácil. Quem me conhece sabe que nunca procurei ganhar a vida no ócio.
É sim uma procura de felicidade e estabilidade que me proporcione a possibilidade de ter uma família, um lar... ser feliz!
Depois de muito sofrer com indecisões, dúvidas, silêncio e alguns desacordos chego à conclusão que a vida é muito complicada. Arrastamos para o abismo quem nos rodeia e quem nos ama.
Quando duas culturas diferentes se apaixonam uma das duas vai sempre sofrer mais que a outra pois o meio termo deixa de ser possível. Deixa de haver um local a que ambos possam chamar terra. O segredo está em abdicar de paradigmas de modo a conciliar os desejos mútuos. Mas quem deve abdicar? A lógica diz que o mais forte (entenda-se mais adaptável)... Mas quem é o mais forte? Quem decide isso?
Como podemos dar-nos a conhecer se nem nos conhecemos a nós próprios?
Podia ficar aqui a divagar por horas e vocês teriam morrido de tédio ao fim de apenas 2 delas.
Eu sou isto ou eu sou aquilo... Mas afinal que sabemos de nós próprios? Eu penso que sou um homem honesto, leal, carinhoso, simpático... Mas afinal não serão as circunstâncias que fazem de nós o que somos?
O mais honesto dos homens pode cometer o maior crime se as circunstancias assim o conduzirem. Mas terá ele realmente o poder de escolha? Não estará escrito que será assim?
Eu sempre me considerei uma pessoa consciente e lúcida mas ultimamente desculpo-me com o contexto difícil em que vivo... Será que o contexto "forma" o que somos? Será que o contexto desculpa as nossas acções?
Perante a lei o cidadão tem sempre o poder de escolha de fazer ou não fazer e, com isso, ser ou não condenado. Tem sempre a consciência do certo e do errado. Mas até na justiça se prevê que determinadas pessoas possam estar desiquilibradas e por isso ter um preço diferente a pagar.
Mas e quando não estamos a falar de lei mas sim de sentimentos? De emoções?
Quando practicamos acções emotivas que alteram toda uma vida e nos desculpamos com essas mesmas emoções estaremos lúcidos?
Uma impossibilidade universal é o facto de não conseguirmos prever o futuro. Não há bola de cristal ou cartas de Tarot que possam garantir o que vai acontecer no dia seguinte. E sem passarmos pela situação nunca saberíamos nada sobre ela sem antes lá chegar.
Estarei a fazer o correcto, ou não, ao tomar as minhas decisões? Não sei. Só sei que não quero trabalhar no que não gosto. Não quero morrer pensando que não fui porque tive medo de tentar. Não quero pensar que perdi a minha felicidade porque não quis decidir!!!
Decidi e assumo as minhas decisões. Peço desculpa à minha avó por não ter conseguido compreender e suprimir as suas dificuldades. Peço desculpa à minha irmã porque nunca fui o irmão presente e companheiro. Peço desculpa à minha mãe porque não fiquei junto dela e peço desculpa ao meu pai por nunca ter conseguido dizer-lhe "amo-te". Peço desculpa à mulher que me escolheu para companheiro pelas dúvidas e pela vida saltitante.
Sou uma pessoa complicada. Assumo. É complicado gerir a relação comigo próprio imaginem então com os outros. Sou racional e não sei lidar com emoções. Toda a vida investiguei e trabalhei com fórmulas e equações e neste momento não consigo equacionar a solução para uma relação sã e feliz. Imaginem um computador que não consegue resolver um problema e entra em ciclo infinito. O que acontece? Rebenta e reinicia-se a ele próprio sózinho.
Nestes últimos meses rebentei e reiniciei muitas vezes. A grande diferença entre mim e o computador é que eu tenho a capacidade de raciocínio e de aprender com os próprios erros. Mas quanto tempo será necessário para que eu solucione esta equação?
Não sei.
Amoro,
ResponderEliminarcorajoso eh quem tem medo e assume isso e nao finge q nao os tem. Eh do ser humano ter medo do escuro, do novo, da reaçao nova, da emoçao nova.
Nao se defenda tanto da vida.
" Viver e nao ter a vergonha de ser feliz, cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ai meu Deus eu sei q a vida devia ser bem melhor e sera! mas isso nao impede q eu repita.....EH BONITA, EH BONITA E EH BONITA"!!!
To contigo pra esta jornada,
LY...
Amora