15 outubro, 2008

Reencontro

Enquanto a noite cai em mim, por fim...
A luz intensa brilha lá longe... Sem sobressalto...
O deserto frio anima-me na espera assim,
Esquecido nas horas, olhando bem alto...

Duas vozes, uma conversa, um pedido atendido...
Do nada, passos... O silêncio eleva os sons
Daquele que, por ti, morre na saudade perdido
De tudo, de nada e sempre de todos os momentos bons!

Esperamos imóveis e, por fim, o olhar cruzado...
O calor amado invade-me o corpo e alma com o fervor
Da explosão de um novo Universo em mim, no meu interior...

O cheiro, o toque, a ternura e, por fim, o beijo esperado...
Uma certeza perdura, perfura o meu corpo em ardor...
Foste, és e serás, para sempre, o meu grande Amor!

23 setembro, 2008

Então Pensavas Que...

Conseguias distinguir vento de brisa, incêndio de fogo,
Separar passado de presente, nas páginas do livro que li
Conseguias distinguir fantasmas de heróis, no seu todo?...
Como desejo que estivesses aqui...

Separavas o filme da tela, teatro de drama,
Paraíso de inferno, o fofo algodão da complexa trama,
Calor de frio, o meu Amor de ti?...
Como desejo que estivesses aqui...

Conseguias distinguir sorrisos de felicidade, prazer de dor?...
Trocaram-te os desejos reais por velhos medos de terror?...
Como desejo que estivesses aqui...

Separavas mar de água, céu de ar, ódio de Amor?...
Trocaste a vida por um papel principal numa jaula de horror?...
Como eu desejo que estivesses aqui...

18 setembro, 2008

Quando Fazíamos Amor

Tudo o que faço é sentir a tua falta... Do que éramos...
Tudo o que faço é beijar-te através dos versos...
Tudo o que faço é ouvir a pauta... Do que déramos...
Tudo o que faço é Amar-te nos céus imersos...

Esta escuridão é a minha casa agora...
Esta alma perdida vagueia por esse mundo fora,
Sem destino certo... Sem nada por perto...
Um hino incerto... Para o qual desperto...

As saudades que eu tenho de te Amar
Loucamente como tudo... Tudo o que me anima,
Como não havia mais nada... Só o nosso clima...

Quando fazíamos Amor costumavas chorar...
Dizias eu Amo-te como às estrelas lá em cima,
Eu e tu somos os versos de uma perfeita rima...

11 setembro, 2008

Paixão Austera

Desejo-te, deixas-me nervosa sem saber
Sem perder tempo, respiração ofegante
Empurrão contra a parede, não consigo mover
Nem um grito, só olhar os olhos do meu amante...

Molho os lábios, espero a reacção sem fim
Imagino o beijo que, sem espera, me apodera
Por completo, repleto de sal e mar assim,
Sem desculpas nem perdão, me torna austera...

Unimos o corpo num só, na cama, sem dó
Onde trituramos os corpos em paixão...
Onde colocas tudo em mim sem mais não...

E assim nos tornamos dois num só
Anja e diaba eu sou, numa grande cena
Com actores, sem dó, nem perdão, nem pena...

06 setembro, 2008

És Tu Estrela

Alegraste a minha noite, ocupaste o meu dia
Com pensamentos de felicidade... De grande alegria...
Encheste a minha mente vazia de encanto
Com imagens, textos, imaginação e espanto!

Com todo o esplendor... Interior por descobrir
Mas sei que todo esse calor ainda vou sentir...
Com toda a simpatia... Empatia espontânea
Mas que, se a sorte não falha, não será momentânea

És tu musa de serviço neste meu mundo, vi a mulher
Feminina, que existe em dois grandes mundos,
Senhora dos meus sentimentos mais profundos...

És tu estrela neste acto da vida que se quer
Viva, garota dos olhos verdes e corpo dourado,
Dona do sorriso mais lindo... Por mim amado...

03 setembro, 2008

Adeus

Numa falta de inspiração tremenda
Sentimentos por sair em enorme contenda
Assim me despeço desta vida com um abraço...
Assim viro esta página sem fazer um traço...

Falta-me a voz para gritar alto
Ninguém me ouve deste grande palco
Assim morri um pouco...
Assim fiquei louco...

O meu Sangue já não vive...
E, com Ele, todos os sentimentos por ti morreram
Com Ele todo o mundo acabou, todos pereceram...

Foi um sonho lindo que tive...
Assim me despeço dos carinhos teus
Pois este é o soneto do adeus...

01 setembro, 2008

Ayrton Senna da Silva: O Nascer De Uma Lenda

Este é um texto que escrevi no dia 1 de Maio de 2000 e que, depois de muita procura, consegui encontrar escondido nos cantos obscuros dos meus discos rígidos. Publico agora no meu blog pessoal para que todos o possam ler e apreciar a minha devoção ao maior piloto de F1 de todos os tempos...

A proximidade do dia 1 de Maio provoca em mim uma nostalgia e um sentimento de revolta que me leva sempre a conter uma ou duas lágrimas.

Neste dia, em 1994, encontrava-me a viajar no carro da minha família depois de um almoço com amigos quando, ao acompanhar pelo rádio o Grande Prémio de Imola, fiquei horrorizado ao ouvir o comentador referir o acidente de Senna. Havia algo na sua voz que me preocupava e não era normal ouvir, naquele tom e com aquela gravidade, o relato de um acidente. Afinal de contas acidentes havia muitos mas não como aquele e não com o piloto que todos amávamos e continuamos a amar.
O Grande Prémio de Imola em 1994 roubou à Fórmula 1 uma de muitas coisas: a sua inocência, a complacência, até a sua excitação, mas, a mais trágica de todas, a vida de um dos seus mais talentosos protagonistas.

A morte de Ayrton Senna, num acidente, nunca totalmente explicado, na curva Tamburello aterrou o Brasil, Portugal e todo o mundo desportivo a um grau nunca antes visto. A sua morte prematura na pista, tal como Jim Clark e outros antes dele preservou o seu estatuto como uma verdadeira lenda da F1.

Senna entrou na F1 em 1984 numa equipa muito pouco conhecida de todos nós chamada Toleman depois de uma curta temporada no karting, Formula Ford e uma época que venceu a Formula 3 no ano de 1983.

A sua primeira época na F1, na Toleman, resultou em pouco mais do que molhar o seu apetite por sucesso. O início na F1 deu-se em casa, frente aos seus fãs, na linda cidade de Jacarepagua, apesar de ter impressionado pouco devido a problemas mecânicos que o conduziram à desistência na 8ª volta. Depois de um início um pouco lento, incluindo a falha na qualificação para entrar no Grande Prémio de Imola, Senna deixou a sua marca no circuito que viria a dominar como nenhum outro, o Mónaco.

Debaixo de chuva intensa, que resultou em nada mais nada menos que oito acidentes, incluindo os dos pilotos Mansell e Lauda, Senna controlou os seus nervos e acabou a prova em segundo lugar logo atrás de Prost, numa corrida que só teve 31 voltas devido às péssimas condições atmosféricas. Foi a melhor qualificação de sempre em toda a história da equipa Toleman. Fica como nota o facto de na 32ª volta Senna já se encontrar na primeira posição, depois de uma espectacular ultrapassagem a Prost nas curvas depois da linha de meta, ultrapassagem essa que ainda hoje impressiona quem a vê. Por decisão da comissão só contaram 31 voltas na prova, o que roubou a Senna a sua primeira vitória na F1.

Senna conseguiu ainda dois 3º lugares nessa época em Brands Hatch e no Estoril mas começava a ficar claro que a equipa Toleman não reunia as condições necessárias para que conseguisse chegar ao topo. No final da época Senna mudou para a Lotus onde viria a conseguir, na segunda corrida de 1985 no Estoril, a primeira das suas 65 «pole positions» e a primeira vitória da sua carreira, liderando da primeira à última volta.

Senna passou três épocas na Lotus onde conseguiu mais quatro vitórias mas a equipa estava longe da força que a levou à 5ª vitória do mundial de construtores em 1978.
Em 1988 Senna mudou novamente de equipa desta feita para a McLaren que então era a equipa dominante na F1. Esta mudança trouxe-lhe sucesso imediato. Começou a época com seis «poles» consecutivas e acabou a época com oito vitórias e o título de campeão do mundo. No ano seguinte, apesar de ganhar seis provas comparadas com as quatro do seu colega de equipa Alain Prost, conseguiu apenas o 2º lugar no mundial de pilotos.

Contudo a relação entre os dois pilotos deteriorou-se ao ponto de hostilidade aberta que resultou numa colisão entre os dois no Grande Prémio do Japão de 1989 em que a culpa foi atribuída a Senna. A hostilidade continuou entre os dois colegas mesmo depois de em 1990 Prost mudar para a Ferrari e só acabou pouco antes da morte de Senna. De facto Prost foi um dos pilotos que, no funeral de Senna, carregou, em ombros, o seu ex-colega pelas ruas de São Paulo.

Senna tinha continuado as suas vitórias e reclamou mais dois títulos em 1990 e 1991 ao serviço da McLaren antes da equipa começar a perder terreno para a parceria Williams-Renault. Apesar dos problemas, Senna ficou na McLaren mais duas épocas antes de mudar para a Williams em 1994. Antes da mudança conseguiu aquela que seria a sua última vitória na F1, ainda ao serviço da McLaren, em Adelaide (Austrália).

A entrada na Williams parecia ser a combinação perfeita para a recuperação do sucesso mas afinal Senna só correu pela Williams três vezes. Enquanto liderava a corrida de Imola (San Marino), um acidente fatal na 6ª volta provocou lesões na cabeça resultando na sua morte.
Um triplo campeão do mundo morreu, mas, nesse dia, nasceu uma lenda da F1.

27 agosto, 2008

Semente e Morte em Mim

Hoje sonhei contigo... Um gemido, semente de mim
A primeira visão... Projecção do meu outro eu
Concebido num momento... Alento e Amor sem fim
Por uma vontade superior... Fervor que tudo ardeu...

Choraste ao ver... Sofreste ao perceber
Que alguém... Ou ninguém, ali parecia faltar
Com todo o Amor do mundo para Te receber
Com todo o carinho do mundo para Te Amar...

Mas Tu não podias defender-Te
Da vontade do Homem mau
Que faz da morte um grande sarau...

Nem sequer podias render-Te
Porque Tu não nasceste ainda
Num tempo curto que se finda...

26 agosto, 2008

Tu Mais Tu... Eu Mais Eu...

És tu mais tu... Eu mais eu... A desistência do apogeu.
Somos nós mais nós... Numa guerra sem sentido, feroz...
És tu mais eu... Quais errantes sem norte, qual ateu
Sem nada, sem tais destinos, como um rio sem foz...

És tu mais tu... Sozinha na redoma.
Sou eu mais eu... Perdido na escuridão...
Somos nós mais nós... Num destino sem retoma,
Sem interior, sem nada, sem perdão...

Do grupo unipessoal, da preguiça veloz,
Somos os dois tristes vencedores, alegres perdedores
Numa peça sem actores...

Da vida moribunda, da beleza atroz,
Somos os dois tristes ganhadores, alegres derrotados
Numa poesia de versos apagados...

22 agosto, 2008

Butterflies In The Wind

Porque a dor não tem língua...

It's a melody walking in your sleep
Dancing for a night... Hiding in your smile
But Love takes you far... Takes you deep
Inside the hot of your breath for a while...

It's a feeling you want... You must keep
It's the pain, everything in a swing
So hard, so heavy it hurts my feet
It's all things gentle, all the butterflies in the wind...

There's nothing like it... There's no right or wrong
There's no way you're going to put it away
Not even for a minute because you're not strong...

There's nothing to compare with this feeling
Just a song that never leaves you night and day
A beautiful candle flame that hurts while heeling...

20 agosto, 2008

Tanto de Nós Dois

Tantas lágrimas derramadas em vão...
Tantos gritos perdidos a ecoar...
Tantos abraços esquecidos na solidão...
Tantas saudades por matar...

Tantos carinhos trocados em magia...
Tantas conversas dialogadas em algum lugar...
Tantas ternuras que o nosso corpo sentia...
Tantos segredos por contar...

Tanto de mim e de ti... Tanto que eu pranto...
Tanto de nós dois que o mundo fica anão
Perto de tanto Amor sem senão...

Tanto de mim e de ti... Tanto que eu canto...
Tanto de nós dois por fazer sem intenção
De conseguir fugir à curta distância do Perdão...

16 agosto, 2008

Grito do Amor

Já não tenho mais medo... Já não tenho medo do escuro
Porque durmo contigo e tenho mais do que procuro...
Já me sinto mais forte e vivo... Vivo novamente ao teu lado
Por isso sou feliz e, não ter-te, é arrancar, de mim, um bocado...

Já não receio a vida... Já não estou preso entre dois mundos
Porque sinto por ti daqueles sentimentos mais profundos...
Já não nego o Amor e tenho o maior desejo pelo que, contigo, vivi
Porque errei, aprendi, levantei-me sem dizer o que sinto por ti...

E tu arrefeceste... Deixando de acreditar que és a mais querida
Esqueceste o motivo, o lindo início de tudo o que foi impulsionador...
E não me ouves, não me falas, não me sentes a gritar... Que dor...

E eu respiro-te dentro de mim como a brisa da vida
Que liberta o interior e todo o meu calor...
E elevo-me assim no maior e mais belo sentimento... O Amor...

11 agosto, 2008

Imerso Na Tristeza...

Sabem o que dói mais? O sentimento vazio de que andámos a lutar contra o nosso grande e único amor...

19 maio, 2008

Tu Aí

Tu aí... Linda e maravilhosa, por quem parti
Para casa, no escuro, na solidão, consegues sentir-me?
Tu aí... De pé, presente nos meus olhos, que eu não vi
Cheios de água... Consegues sentir-me?

Tu aí... Algures lá fora, talvez onde mora, sentada
Nua ao telefone... Queres tocar-me?
Tu aí... Ouvido colado na parede, ouvindo a voz esperada
Na noite que não acaba, por tudo e por nada... Queres tocar-me?

Tu aí... No escuro, para lá do muro, não me ajudes a sepultar a vida!
Não desistas, sem luta, pelas camas... Pelas tramas onde me amas
Loucamente, por ti própria, abre o coração para a minha ida...

Tu aí... Algures no frio, longe do coração, não me ajudes a esquecer!
Não foi apenas uma fantasia, qual paralesia, da qual partímos...
Juntos ganhamos... Divididos caímos...