30 setembro, 2011

Eu

Um pouco disto, um pouco daquilo,
Um louco que só visto, geralmente tranquilo,
Algo distante, às vezes presente,
Sempre constante, sempre contente...


Um pouco de criança, um pouco de adulto,
Amigo de confiança, um conselho culto,
Nirvana de Cobain, Inferno de Dante,
Da língua de Camões eterno amante...


Um pouco de convencido, um pouco de apaixonado
Muito desinibido, muito menos insistente
Efusivamente confeccionado, esta minha vertente!


Receita de mim, condimento misturado...
Este sou eu... Hoje! Actualmente,
Este sou eu... Aqui! Teu! Eternamente...

29 setembro, 2011

Sentir-te Mulher

Os versos continuam a sair...
Vou reencontrar-te por essa estrada,
Numa encruzilhada,
Prometo optar, continuar sem fugir!

É tão bom ver-te assim bronzeada
Conheço a tua cara queimada, não sei de onde
O teu olhar que nada esconde,
O teu calor, minha enseada...

Sinto-me voltar, subir um patamar
Para o qual nunca estive destinado,
Sinto-me algo...  de menos, demasiado...

Transcendente... Os versos continuam a cantar
E eu quero reencontrar-te numa rua qualquer,
Sentir-te ardente, sentir-te mulher...

28 setembro, 2011

Meu Mundo Teu

Neste canto meu,
Tens um mundo que é só teu
De mais ninguém... Este mundo frio,
Precisa de ti como mar de um rio...

Neste canto meu,
Vou encontrar-te numa rua qualquer,
Sem olá, apenas a mulher
Que me aqueceu...

Vamos partilhar este canto profundo
No meu palco és principal, és actriz
Da nossa peça, do nosso final feliz...

Assim partilhamos este teu mundo
Cá estamos nós, neste canto meu,
Onde, no teu olhar, vejo o céu...