Para o meu Pai...
Dei por mim sentado... Numa outra cadeira
Não muito distante, mas o bastante, para ver
A Tua ausência acontecer no fundo do meu ser
Onde tudo vive ainda, de onde nada se esgueira...
Dei por mim a chorar, gritar, pensar... Culpar
Aquele, lá em cima, escondido de vergonha tanta
Quando abraçado à tua pele fria, como manta,
Implorava por mais um minuto para Te olhar...
Queria dizer-Te o que nunca disse.
Queria levar-Te comigo ou contigo desaparecer
Para onde nunca mais alguém nos visse...
Por fim preciso disfarçar, baixar o olhar e não ver
Porque, no morrer, ainda não houve quem mentisse
Quem entende não julga, quem não entende irá entender...
Nesta tela de ritmo e rima, reencontro-te. E deixo-me caminhar por entre as palavras que escreves e a melodia que entoas. Sabes que já não te lia faz muito tempo e deixo-me levar pela torrente do teu luto: a raiva, o desespero, a rendição. Para mim, o teu melhor poema até hoje. Para mim, o meu favorito - maybe because I can relate. Bjo*
ResponderEliminarHugo,
ResponderEliminarNão sei o q dizer...
Lamento imenso q estejas a passar por esta dor.
O poema é lindo. O teu Pai adorou...
Guarda dele as boas recordações e deixa sair de ti toda a tristeza, angústia, ressentimento.
Não te culpes de nada. Fizeste em cada momento aquilo que era certo.
Não tenhas medo das emoções, nem as tentes esconder porque elas libertam-te e permitem que a tua vida se encha novamente de serenidade e força para seguires em frente.
Era isso que o teu Pai queria.
Ouve o teu coração. Só ele sabe o que é correcto para ti.
Um grande beijinho.
Se eu puder ajudar estou aqui.
O poder da escrita é este... poder deixar dito o que ficou por dizer, poder enviar ao universo o que a alma silencia...
ResponderEliminarPartilhar (a dor e todas as emoções)*
Através do teu coraçao, certamente que ele sempre sentiu todo o teu amor e sabe, e saberá sempre, quem ele foi, é, e sempre será para ti.
ResponderEliminarEle partiu mas ficou contigo para sempre no teu coraçao, essa é a riqueza da vida.
Beijos,
Ana.