Da melancólica e triste viagem nasceste para aquecer,
Fazer esquecer, as saudades sentidas por esses mares...
Do coração, puro de aventureiro, vieste enriquecer
Uma cultura, um povo, séculos de tempos e lugares...
Por ti passaram todos os bons e por todos nós
Passaste, como uma brisa, da nossa guitarra,
Portuguesa, essa que mais ninguém tem, que toca feroz
Pelo amor, amizade, saudade nos copos e na farra...
Agora espalhado, enraizado, cantas ao mundo
A nossa sorte por todos os cantos, por todo o lado,
O nosso sangue, cantas e não deixas calado!
Agora pelos bairros antigos ouvimos ao fundo
Os mundanos versos de um amor perturbado...
E agora silêncio, que se vai cantar o fado!
07 novembro, 2009
03 novembro, 2009
Desculpa
Senti que me tocavas com o olhar, sem a maldade
Dos fracos, pobres sem espírito, incompetentes emocionais...
Senti o carinho paternal, segurança e veracidade
No momento desumano dos humanos e outros que tais...
Senti o teu abraço quente e forte, com respeito
Por mim, no meu interior, que proteges e exaltas...
Senti que podia ali ficar, sem receio do efeito
Que, de mim, se apoderou de vontades mais altas...
Mas depois acordei com medo e frio
De tudo e nada, de ninguém perto, nem longe,
Como se dentro de um barco solitário num rio...
Sem saber porque ali estava... e fugi sem culpa!
Sem ver, sentir, desvendar o porquê do sussurrar
Que hoje te disse, numa única palavra, desculpa...
Cris
Dos fracos, pobres sem espírito, incompetentes emocionais...
Senti o carinho paternal, segurança e veracidade
No momento desumano dos humanos e outros que tais...
Senti o teu abraço quente e forte, com respeito
Por mim, no meu interior, que proteges e exaltas...
Senti que podia ali ficar, sem receio do efeito
Que, de mim, se apoderou de vontades mais altas...
Mas depois acordei com medo e frio
De tudo e nada, de ninguém perto, nem longe,
Como se dentro de um barco solitário num rio...
Sem saber porque ali estava... e fugi sem culpa!
Sem ver, sentir, desvendar o porquê do sussurrar
Que hoje te disse, numa única palavra, desculpa...
Cris
02 novembro, 2009
Assim
Ver-te, assim, a olhar o horizonte
Com doces olhos de mel contornados pelo mar...
Faz-me querer ser, de onde bebes, a fonte,
A areia, o mar, que esperam sem cansar...
Sentir-te, assim, a falta na tua presença,
O toque sem desavença, sensível, das mãos vividas
Faz-me querer ser, de qualquer dia, o Sol sem crença,
Que abraças, e queima, e arde, e consome vidas...
Cheirar-te, assim, de tão perto inatingível
Alucina-me, esvazia-me, tira-me os sentidos,
Todos eles, acabados, desencontrados, perdidos...
Querer-te, assim, sem razão, perdidamente,
Devolve-me todos os sentidos numa dança inerte
De desejo súbito, de incontrolável vontade de querer-te...
Com doces olhos de mel contornados pelo mar...
Faz-me querer ser, de onde bebes, a fonte,
A areia, o mar, que esperam sem cansar...
Sentir-te, assim, a falta na tua presença,
O toque sem desavença, sensível, das mãos vividas
Faz-me querer ser, de qualquer dia, o Sol sem crença,
Que abraças, e queima, e arde, e consome vidas...
Cheirar-te, assim, de tão perto inatingível
Alucina-me, esvazia-me, tira-me os sentidos,
Todos eles, acabados, desencontrados, perdidos...
Querer-te, assim, sem razão, perdidamente,
Devolve-me todos os sentidos numa dança inerte
De desejo súbito, de incontrolável vontade de querer-te...
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