03 novembro, 2009

Desculpa

Senti que me tocavas com o olhar, sem a maldade
Dos fracos, pobres sem espírito, incompetentes emocionais...
Senti o carinho paternal, segurança e veracidade
No momento desumano dos humanos e outros que tais...

Senti o teu abraço quente e forte, com respeito
Por mim, no meu interior, que proteges e exaltas...
Senti que podia ali ficar, sem receio do efeito
Que, de mim, se apoderou de vontades mais altas...

Mas depois acordei com medo e frio
De tudo e nada, de ninguém perto, nem longe,
Como se dentro de um barco solitário num rio...

Sem saber porque ali estava... e fugi sem culpa!
Sem ver, sentir, desvendar o porquê do sussurrar
Que hoje te disse, numa única palavra, desculpa...


Cris

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