
Desde que a Xerox inventou a fotocópia que foi aberto um precedente gravíssimo na história da Humanidade!
O ser humano é, por natureza, curioso.. Curioso demais! Mas foi essa curiosidade que nos trouxe até onde estamos hoje. Foi a curiosidade o grande impulsionador das descobertas. Foi a curiosidade que elevou Portugal ao estatuto de "dono de metade do mundo" a 7 de Junho de 1494 quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas e se empenharam em descobrir o planeta até então desconhecido. Foi a curiosidade que levou cientistas a descobrir que a particula mais básica de qualquer matéria é o quark e que se pode encontrar no núcleo dos protões e dos neutrões.
Esta curiosidade fez com que a ciência fosse uma disciplina em constante evolução. A ciência (e a Xerox) tornaram possível a transformação, ou devo dizer a multiplicação, dos textos. Mas porquê parar nos textos? Se podemos copiar textos então podemos copiar qualquer coisa!
Alguns anos atrás dei comigo a pensar que o teletransporte (tal como vimos no filme "A Mosca" e na famosa série "Star Trek") seria a solução de todos os problemas da Humanidade! Ora vejamos.. Sendo possível "desconstruir" uma pessoa e "construí-la" noutro local tornaria possível analisar ao pormenor do átomo essa mesma pessoa durante a transição de local. Havia no entanto um problema... Segundo Einstein a quantidade de energia necessária para mover matéria à velocidade da luz é infinita e como tal impossível. Mas... e se não for matéria?
Hoje em dia já transportamos muita coisa à velocidade da luz. Dados analógicos e digitais, por exemplo. Quando fazemos um telefonema de Londres para o Rio de Janeiro não estamos a fazer mais que transportar zeros e uns (0 e 1, linguagem binária) à velocidade da luz duma forma bidireccional.
Então e se o teletransporte não tivesse de transportar a matéria propriamente dita mas sim a informação digital de que é feito o ser humano? Uma pessoa desconstruída para linguagem binária e depois reconstruída em matéria no outro lado do mundo. Isto, provavelmente, irritaria bastante os patrões das companhias aéreas! Mas deixemos de lado, por agora, a irritação das companhias aéreas.
Já imaginaram que transformando um ser humano em linguagem binária tornaria possível o transporte dessa "pessoa digital" para qualquer lado com a mesma facilidade com que enviamos um email?
Já imaginaram que durante o "estado digital" dessa pessoa poderiamos eliminar toda e qualquer anomalia ou doença tal como fazemos hoje em dia ao eliminar um vírus de um ficheiro? Como um filtro.. Filtrávamos a parte da informação binária correspondente à doença e a pessoa seria reconstruída do outro lado sem o menor vestígio de doenças ou outros males!!!
Já imaginaram que este teletransporte poderia simplesmente eliminar todo o excesso de resíduos tóxicos ou poluição criada pelo homem bastando para isso codificar em linguagem binária esses resíduos e depois simplesmente apagá-los do disco rígido sem os construir de novo?
Já imaginaram que tendo a informação digital de uma pessoa seria possível não apenas movê-la de local mas também copiar essa pessoa infinitamente? Por outras palavras, fazer clones! Nada complicado. Já o fazemos hoje em dia com o copiar e colar dos ficheiros no nosso computador. Mais uma vez a minha teoria irritaria bastante os cientistas que hoje em dia se esforçam por clonar mamíferos usando o processo, a meu ver primitivo, de dividir células.
Seria ou não a solução de todos os problemas da Humanidade??!?
Depois de todos estes anos a pensar na questão deparei-me com um problema na semana passada. Um problema para o qual ainda não vi solução. O problema da consciência humana!
Este problema não existe na informação digital que conhecemos hoje em dia! Um ficheiro não pensa "Vou ser apagado! Que chatice..."
Pois é! Quando movemos um ficheiro de uma pasta para outra ele simplesmente é copiado e o original apagado. Da mesma forma que uma cópia mas que, neste caso, o original não é apagado.
Então para movermos alguém usando o teletransporte teríamos de o copiar e apagar o original.
Mas e a consciência? O original sabe que assim que a sua cópia ficar completa vai ser apagado, o que no conceito humano significaria a sua morte. Que iria este ficheiro.. oops! este humano pensar? "Vou ser morto! Que chatice..."?
E se não fosse um simples mover? Se fosse uma cópia e o original não fosse apagado? O que aconteceria quando os dois se encontrassem? Nos computadores resolvemos este problema de uma forma bastante simples: o sistema operativo não permite a existência de dois ficheiros iguais (com o mesmo nome) na mesma pasta. Mas como seria resolvido o problema da cópia humana? Não seria permitido que duas pessoas iguais existissem simultaneamente no mesmo país? Ou bastaria mudar o nome de um deles?
A única coisa que me separa de ser o criador da maior teoria do século XXI é este problema! O que fazer com a consciência humana? Será que seria possível apagá-la também durante o processo?
Se conseguirem resolver este problema digam-me! Aceito parcerias quando for receber o Prémio Nobel...