25 julho, 2005

A Tuga In London (episode I, The Police Menace)

"For somebody to lose their life in such circumstances is a tragedy and one that the Metropolitan Police Service regrets" era a declaração que se podia ler por todos os jornais no sábado seguinte ao dia 22 de Julho, dia em que a polícia de Londres cometeu um dos maiores erros de sempre e assassinou, na estação de metro de Stockwell, um brasileiro inocente que se deslocava para o trabalho.

Os actos terroristas de 7 de Julho em Londres, sobre os quais já escrevi aqui, provocaram uma onda de medo de tal ordem que os governantes, secretamente, emitiram uma ordem para a polícia "disparar a matar para a cabeça" se houver suspeitas de terrorista suícida. Huh?!?!?!?

Mas afinal o que se passa na cabeça destes senhores? Estaremos todos a ficar loucos? Então agora, na dúvida, matamos primeiro e perguntamos depois?
Tim Hames escreve no jornal Times Online "Oops, sorry, won't do. We can't just shrug our shoulders over this shooting".
Ele tem razão! Um simples pedido de desculpas não é suficiente. Este caso deve ser um exemplo. O polícia que disparou deve ser punido mas também toda a cadeia hierárquica que autorizou esta política repugnante de matar primeiro e perguntar depois. Desde o superior do polícia até ao político ignorante que autorizou este tipo de acção. Todos deviam responder em tribunal pelo sucedido e compensar ao máximo a família lesada com esta perda incompensável.

Não bastava o medo provocado pelos terroristas... Agora também temos medo da polícia! Sim, porque amanhã posso estar a passear na rua e levar 5 tiros na cabeça sem saber de onde vieram só porque tinha uma mochila nas costas ou usava um blusão num dia de sol!

Depois pedem desculpa pelo que fizeram e a vida continua...

Estamos muito mal quando chegámos a um ponto em que um inocente é assassinado e a sociedade encolhe os ombros e deixa passar impunemente. Será que acontecia o mesmo se o jovem fosse inglês ou americano?

A polícia de Londres desceu ao túnel do metro e assassinou uma pessoa.
Desceu mais baixo que os próprios terroristas!

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